NATUREZA DO BEM EM SANTO AGOSTINHO: APORTES PARA UMA ÉTICA AMBIENTAL E A TEOLOGIA DA CRIAÇÃO

Sergyo A. Ribeiro

INTRODUÇÃO

As questões sobre a natureza do bem vêm sendo discutidas ao longo de toda a história da humanidade, mas adquiriram nova dimensão nesse início de século, haja vista a intensificação de problemas que vem  do avanço da tecnologia desrespeito aos diretos humanos, a violência, as guerras, a corrupção, o avanço tecnológico e científico e o próprio descaso com a natureza. Somos fruto desse ambiente cultural. E somos especialmente influenciados pela realidade tecnocientífica, cujo poder de transformação coletiva é muito grande na vida das pessoas. As análises sociológicas permitem pensar que houve transformações no agir do homem oriundo das tecnologias e das mudanças dos hábitos provocados por elas. Tudo isso revela  a dimensão individualista que se apoderou da sociedade pela exacerbação dessa dimensão cada vez mais imposta pelos meios de consumo e as relações que estes estabelecem. Nesse sentido evidenciamos que as dimensões do agir mudaram e por isso mesmo a reflexão sobre a natureza humana se faz necessária a todo instante. A questão doConceito de Natureza do Bem em Santo Agostinho em perspectiva  que toda a natureza é boa” vem a ser um bom caminho para apresentar alguns caminho para a realidade presente. Desta forma temos como  principal proposta através da pesquisa ainda em andamento analisar: Os  paradigmas Antropológico e Ecológico destacando sua fundamentação através do conceito de natureza do bem em Santo Agostinho;  e  propor soluções para a realidade da típica sociedade pós-moderna em  relação a natureza humana, subjetividade, ética e  meio ambiente. A busca da compreensão do sentido corresponde ao desejo de melhores respostas [...]. “Sem o desenvolvimento de nossa estrutura de um mundo concreto, continuamos correndo o risco de reproduzir o mesmo, sem a perspectiva de chegarmos a um mundo outro, outro porque melhor que o atual” (Rezende, 1990, p. 85).

 

METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa bibliográfica na qual busca, partindo de análise e do tratamento interpretativo dos dados, apontando alternativas possíveis ao problema selecionado. De acordo com Marconi e Lakatos (1990, p. 66), entendemos que a pesquisa bibliografia “não é mera repetição do que já foi escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou da abordagem, chegando a conclusões inovadoras”. Desta forma a revisão bibliográfica proporcionará uma análise qualitativa e também dialética não numa perspectiva marxista. Entretanto não deixaremos de elucidar as contradições e implicações ideológicas inerentes à sociedade e ao processo do conhecimento. A pesquisa terá fazes investigativas que objetivará a relação estreita entre  no conceito de natureza humana de Santo Agostinho e a concepções ética  do sujeito em relação  ao seu  ao aspecto antropocêntrico e ecôcentrica Desta forma nossa pesquisa deverá buscar o entendimento dos seguintes aspectos: 1. Verificar a construção do conceito de natureza em Agostinho. 2. Analisar a contribuição do conceito de natureza para a formulação de uma teologia positiva. 3. Refletir a importância do conceito de natureza em Agostinho para o debate ambiental contemporâneo.

 

 

 

 

RESULTADOS

 Um dos grandes questionamento do ser humano diante da existência, é compreender como funciona o cosmo. Desta forma deste os pré-socráticos até ao início da modernidade;  período de 20 século de filosofia teve como método ser essencialista; a qual  buscou  resolver os problemas sobre o “O Ser”;   fazendo a pergunta:  “o que é o ser” ?;  o que é a natureza; o que é essências das coisas que estão no cosmo ? Diante deste dilema Descartes  não deseja desprezar os pensadores da filosofia antiga ou medieval. Mas propõe um novo método de entender o cosmo;  na  obra o “ Discurso do Método”. Obra em que Descartes não pergunta quem é o “SER”; qual é a “ESSÊNCIA” das coisas? Mas pergunta se este  ‘SER”  pode ser conhecido? Se é possível conhecer;  qual é o método para conhecê-lo?.  O Maniqueísmo[1];  que no século III D.C, que devido ao contexto essencialista procurará também  compreender a essência do cosmo. O mesmo desenvolve um  pensamento  simplista de mundo. Em que o mundo é visto uma visão dualista radical. Segundo a qual o mundo está dividido em duas forças: o Bem (luz) e o Mal (trevas) como entidades antagônicas em perpétua luz. [Luz e Trevas] no sistema maniqueísta não são figuras retóricas, são representações concretas do Bem e do Mal. O  pensamento maniqueísta vai além,  na medida em que considera que um lado deve destruir o outro, porque um é Luz e o outro Trevas", um é o Bem e o outro é o Mal. Santo Agostinho que nasce (354-430)  no norte da África, numa cidade chamada Tagarte, nem sempre foi cristão. Fez  parte  do maniqueísmo por mais de 10 anos o qual  posteriormente, combateu essa doutrina.

Na obra  [Livre Arbítrio] Agostinho  enfatiza: Deus não pode praticar o mal; porque Deus é “BOM”.   “Segundo Agostinho não se pode pensar de outro modo; DEUS NÃO PODE PRATICAR O MAL”. Desta forma Agostinho afirma na obra [A Natureza do Bem]: “A premissa maior é de que toda a natureza é boa pelo simples  fato de ser criação de Deus[2]”, assim para algo ser bom é necessário antes de tudo existir.  Assim para algo ser bom é necessário antes  de tudo ser; pois do não ser;  não há nada [3]que seja bom[4]. Para Agostinho, o mal não é propriamente uma natureza, mas a corrupção dela. Uma  natureza má seria uma natureza corrompida,  mas não seria má enquanto  natureza; e sim naquilo que o degenerou. Porque o mal é sempre inerente ao sujeito[5].  Com afirmação da “premissa maior de que toda a natureza é boa”. Além de apresentar um otimismo cristão ontológico, Agostinho se opõem  definitivamente ao maniqueísmo, que demonizava a matéria  e fazia do homem um ser dualístico em permanente crise; odiando o próprio corpo como um tipo cárcere privado da alma. Agostinho resgatando  a natureza humana a criação e conseqüentemente todo o [COSMO]  como  algo indubitavelmente bom.  A premissa agostiniana que toda a natureza é boa; aponta para dois principais aspectos:  A  antropologia [homem] e a cosmologia [mundo-ecologia-natureza]. No aspecto antropológico tem suas origens estabelecidas na tradição judaico-cristã que, desde os primórdios da civilização, havia reservado ao homem um lugar destacado na obra da criação, colocando-o acima dos demais seres vivos. O cristianismo, ao longo da Idade Média, imprimiu a compreensão de que o homem se destinava a um telos transcendente e, que, portanto, a vida deveria ser consumida nos afazeres do dia-a-dia visando à preservação da alma sã para o gozo pleno da vida eterna. A natureza para o medievo representa antes de tudo a obra do Criador, a manifestação estética da beleza de Deus, sendo vista antes como objeto de contemplação do que propriamente algo a ser transformado pela ação humana.

No aspecto da cosmologia; A astronomia mostrou grande contribuição para premissa de Agostinho, A [premissa maior é de que toda a natureza é boa pelo simples  fato de ser criação de Deus[6]], através dos movimentos perfeito das estrelas, isto é, os elementos fundamentais da estrutura do universo. Em face disso, não era possível a existência do princípio dualista [BEM & MAL]. Se o universo expressa a estrutura das formas matemáticas regulares, harmoniosas e possíveis de cálculo; onde achar os efeitos do mal na criação do mundo?. As estruturas básicas presentes na criação do mundo são boas. Foi o que Agostinho aprendeu com a Astronomia. Usava-se dessa mesma maneira, as idéias gregas pitagóricas do cosmos. E os princípios da forma e da harmonia expressos na matemática. [...] Esse princípio europeu grego superou para Agostinho o dualismo e a negatividade do Oriente. Assim, a separação de Agostinho da filosofia maniqueísta [não] foi apenas um evento simbólico. Significava a liberação da ciência natural moderna, da matemática e da tecnologia, do pessimismo dualista e da negação da realidade na Ásia. Esse fato foi muito importante para o futuro da Europa. Os filósofos e teólogos agostinianos, do último período da Idade Média, deram sempre ênfase à matemática e à astronomia. A ciência natural moderna nasceu, como o platonismo e o agostinianismo, na base da crença do cosmos harmonioso, determinado por regras matemáticas. Era também a visão do mundo da renascença.[7]

Desse contexto é possível afirmar que a visão harmoniosa do universo e da natureza trazida pelos antigos e preservada pelos medievais evidencia a importância que a matemática aliada às formas geométricas teve na composição estética do cosmos. Certamente a teologia se beneficiou dessa visão positiva da natureza não apenas para assegurar a sua beleza, mas para sustentar a bondade e a perfeição do Criador. Portanto, a relação [homem e natureza] foi e será  sendo analisada na perspectiva do conceito de natureza humana em Santo Agostinho; [buscando evidenciar a sua atualidade para os dilemas ambientais contemporâneos.] A natureza para o medievo representava antes de tudo a obra do Criador, a manifestação estética da beleza de Deus, devendo ser vista primeiramente como objeto de contemplação do que propriamente algo a ser transformado pela ação humana. A natureza ou cosmos já era desde a Antiguidade grega contemplado em sua forma harmoniosa, porém, muito mais pelo olhar das formas geométricas e matemáticas do que teológica. Contudo, a harmonia cósmica da natureza foi elemento determinante na sistematização da teologia cristã, realizada por um dos teólogos e filósofos mais influente da Igreja: Santo Agostinho. Segundo Paul Tillich, o abandono do maniqueísmo por Agostinho, foi decorrente da sua visão da natureza, influenciado sobre tudo pela astronomia.

Mas a transição da Idade Média para a Idade Moderna alterou significativamente a maneira de o homem relacionar-se com a natureza. O cristianismo ocidental, ao longo da Idade Média, imprimiu a compreensão de que o homem se destinava a realização de um [TELOS] transcendente e, que, do ponto de vista teológico, a vida deveria ser preenchida nos afazeres do dia-a-dia visando à preservação da santidade da alma para o gozo pleno da vida eterna. Nesse contexto, o homem mantinha e ainda matêm ponto de vista utilitário uma postura de indiferença para com a natureza; ele se apossada natureza, mas sem a ela pertencer integralmente.

CONCLUSÃO

Desta forma a natureza que é boa; já não faz mais parte integrante do ser antropológico; e conseqüentemente começa a ser agredia e destruída. O que implica, portanto em uma ato contra o cosmo. O homem moderno aspira um sentimento de superioridade em relação à natureza, em que a mesma se tornou uma vitima do seu  antropocêntrico; em a que a natureza tem como serventia  apenas para servir os caprichos egoístas da humanidade. Essa premissa pode ser legitimada quando se analisa o conceito de natureza através da história. Principalmente depois dos tempos modernos com a [Revolução Industrial].  A qual contribuiu para o advento exacerbado do [Capitalismo Selvagem]; do  [Consumismo],  e da “ [Exploração dos Recursos Naturais] para suprir o desejo consumista.  O que trouxe conseqüência terríveis  causadas pela a industrialização  e a tecnologia  sobre a natureza. O  progresso técnicos  da civilização  mecanicista acelerou e intensificou  de sobremodo o  domínio; proporcionando a devastação  cada vez maior. A produção  desenfreada; o consumismo compulsivo,  e os impactos  sobre a criação passaram  ameaçar o equilíbrio da natureza e conseqüentemente a vida, contribuindo assim para os efeitos negativos como chuvas acidas, efeitos estufas, morte dos oceanos, contaminação  dos alimentos  e poluição, do ar etc.

Isso porque segundo  Jeam Luand[8]: O mundo contemporâneo é prodigo em exemplos que parecem  corroborar  a visão nietzschiana, pois hoje assistimos  conformados o espetáculo tanto no âmbito privado ou público;  pois   entram em choques diante das vontades desgovernadas, sem parâmetro de Bem e de Mal.”[9]. Nietzsche propõe pensarmos para além do Bem e do Mal: "Perguntai aos escravos quem é o "mau"?, e apontarão a personagem que para a moral aristocrática é "bom", isto é, o poderoso, o dominador" (GM, pref. XI). Então, o Bem e o Mal, dependem da perspectiva e dos interesses de quem julga? Segundo Giovanni  Reale, Nietzsche foi o profeta do niilismo contemporâneo; nos fragmentos póstumos; ele conceituara o niilismo  como perda dos valores supremos, como  verdade, a felicidade e o “BEM”.  Para Reale: a verdade, felicidade e o “BEM “São  justamente  os grandes  valores  que  nas eras antigas, medieval  e primórdios  da modernidade eram pontos  de referência essenciais e, em ampla medida, irrenunciáveis  para a vida social” [10].

Hoje o maior desafio ao tratar de questões ambientais está em assegurar o [BEM] equilíbrio entre meio ambiente e economia, sem perder o foco da discussão em uma plataforma ética e política. São aparentemente dois universos distintos, porém, com a mesma raiz etimológica derivada do radical grego oikos (casa). Economia significa em termos gerais, organização da casa, do lugar onde se vive. E meio ambiente vem associado ao termo ecologia que significa o estudo da casa enquanto entorno e local de existência[11]. Desde o seu nascimento na década de 1960, o direito ambiental, com a sua função primordialmente voltada à proteção do meio ambiente, se vê forçosamente ligado às outras esferas da sociedade, que dele exige manter vínculos com os diversos ramos do direito e também com o conhecimento produzido pelas ciências em geral, sobretudo, com a filosofia.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

AGOSTINHO.  Confissões. São Paulo: Abril Cultura, 1980. Coleção os Pensadores

---------------------De Magistro. São Paulo: Abril cultura. Coleção os Pensadores.

---------------------O livre-arbítrio. Tradução, organização, introdução e notas  de Nair  de Assis Oliveira. São Paulo. Paulus, 1995.

BOHNER, Philotheus; GILSON, Etiene. História da filososfia Cristã. Tradução de Raimundo Vier. Petrópolis, Vozes, 1995.

COSTA,M. R. Conhecimento, Ciência e Verdade em Agostinho In: Veritas.

------------------Maniqueismo: História, filososfia e Religião. Petrópolis Ed: Vozes, 2003.

DEBONI, Luis Alberto. Idade Média: Ética e Política. 2 ed.Porto Petrópolis : Ed. Vozes, 1996.

DE LIBERA, A. A Filosofia Medieval. Tradução de Nicolas Nyimi Campanário e Yvone Maria de de Campos Teixeira da Silva. São Paulo: Loyola 1998.

EVANS, G.R. Agostinho: Sobre o Mal. Tradução  de João Rezende Costa .São Paulo; 1995.

GILSON, Etienne. A filosofia da Idade Média. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo Martins Fontes, 1995.

INÁCIO, Inês C; LUCA, Tânia Regina. O Pensamento Medieval. São Paulo: Ática, 1991.

Jaeger, Werner. Cristianismo primitivo e a Paidéia grega. Tradução de Teresa Louro Péres. Lisboa: Edições 70, 161.

MARROU, Henri. Santo Agostinho e o agostinismo. Tradução de Ruy flores Lopes. Rio de Janeiro: Agir editora, 1957.

OLIVEIRA, Terezinha (Org). Luz e a sobre a Idade média. Maringá: Eduem 2002.

Palacios, Pelayo M. (Org) Tempo e razão. 1600 anos  das confissões de Agostinho. São Paulo: Loyola,2002.

DEBONI, Luis  A. Lógica e Linguagem na Idade Média . Tradução Marua de A. Martins. São Paulo. 1995.

SIMÕES, Mauro Cardoso. Ética e Antropologia em Agostinho.In: Phrónesis. Campinas, v. 2,n, 1 jan/jun, 200, p 75-86.

SOUSA, José Zacarias. Agostinho: buscador inquieto da verdade. Porto Alegre: Edipucrs, 2001. Coleção Filosafia-124.

STEAD, Christopher. A Filosofia  na antiguidade Cristã. Tradução de Olilon Soares Leme. São Paulo: Pauulus, 1999.

TILLICH, Paul. História do Pensamento Cristão. Tradução  de Jaci Maraschin. 3. Ed. São Paulo: Aste, 2004.

VASCONCELLOS, Manoel.A Interioridade como via de acesso a Deus no pensamento de Santo Agostinho. In: Dissertatio:n. 10,199pp.45-59.

CARNEIRO, Ricardo. Direito Ambiental: uma abordagem econômica. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2003.

ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 4. Edição. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2000. MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente: doutrina – jurisprudência – glossário. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2005. [349.6 M 637 d] No capítulo 1 traz as visões antropocêntrica e ecocêntrica. (019144)

 

 

 

 



[1] Mani (Manes ou Manchaeus), nascido na Pérsia, no século III, fundou  uma religião, o maniqueísmo, após ter sido "visitado" duas vezes por um anjo que o convocou para esta tarefa, fato este comum entre aqueles que fundam religiões e seitas até hoje. A religião maniqueísta se difundiu pelo Império Romano e pelo Ocidente Cristão. O maniqueísmo combina elementos do zoroastrismo, antiga religião persa, e de outras religiões orientais, além do próprio Cristianismo. "Possui uma visão dualista radical, segundo a qual o mundo está dividido em duas forças: o Bem (luz) e o Mal (trevas) como entidades antagônicas em perpétua luz. Luz e trevas no sistema maniqueísta não são figuras retóricas, são representações concretas do Bem e do Mal. O Reino da Luz e o Reino das Trevas estão em permanente conflito. É dever de cada ser humano entregar-se a esse eterno combate para extinguir em si e nos outros a presença das Trevas afim de poder alcançar o Reino da Luz, que é o Reino de Deus. No maniqueísmo, os homens "eleitos" irão purificar o Bem, com uma vida de castidade, renúncia a família, alimentação especial, etc.

 

 

[3] O que  é, é. O que não é. É impossível que aquilo que seja deixe de ser, e aquilo que não é passa a ser. Principio de identidade de Parmênides.

 

[4] Por exemplo: No homem, a cegueira pode  consider-se um mal que afeta os princípios  de operação do sentido da boa visão, o qual  integra  o conjunto  de bens  da natureza  humana. De uma pedra, por sua vez, não pode  ser dito que   sofra  de um mal por não ter olhos, pois  naturalmente  a pedra não tem. Neste caso trata-se  da negação  de uma realidade  especifica  nesse ente-pedra e não da privação de um bem natural.

[5]Exemplo:  Assim, o malefício de uma câncer no estomago é inerente ao estômago  mas não é  substância, não possui essência; embora tenha afetividade, pois prejudica o estômago, que é u, bem para o aparelho digestivo.

 

[7] TILLICH, Paul. História do pensamento cristão. Tradução de Jaci Maraschin. São Paulo: Aste, 2004, p. 120.

[8]  Professor  Titular da Faculdade de Educação Universidade de São Paulo. Autor comentador de Agostinho

[9] AGOSTINHO. A natureza do bem.Rio  de Janeiro. Ed. Sétimo Selo. 2006. pg.10.

[10] Ibid, pg. 13.

[11] FONSECA, João Bosco Leopoldino. “Prefácio”. In: CARNEIRO, Ricardo. Direito Ambiental: uma abordagem econômica. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2003, p. XIII.

Pesquisar no site

© 2009 Todos os direitos reservados.

Criar sites grátis Webnode